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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Livro- O fim do sofrimento.


Você está sofrendo? Ou conhece alguém que esteja? Pode ser sofrimento físico, psicológico, espiritual ou emocional; no corpo ou na alma? Ou, então, tem a sensação de que Deus não te ouve, se cansou de você, não responde as orações ou mesmo não te ama? Se é o caso, saiba que muitos bons cristãos enfrentam sofrimentos. Mas… haveria uma explicação para um Deus bom e amoroso permitir a sua dor? E será que existem respostas bíblicas que ajudem a aliviar o fardo quando se está atravessando o vale da sombra da morte? A boa notícia é que, sim, há uma explicação; e, sim, as Escrituras apontam caminhos para encontrar paz, alívio, alegria, descanso, esperança e felicidade nos piores momentos da vida.
Vivemos num tempo em que a prosperidade está em alta, se não tenho dinheiro sobrando, estou em falta com Deus, se estou doente é porque estou em pecado. O sofrimento vem como “castigo” por algum erro cometido. Em uma linguagem bem fácil, Maurício Zágori aborda o tema  fundamentado na Bíblia.
O livro aborda 30 afirmações que as pessoas expressam quando estão em sofrimento. Ao final de cada uma dessas expressões,o autor traz passagens bíblicas que te fortalecerá e te orientará nos momentos de angústias.

Logo que li o título me interessei bastante e posso dizer me surpreendeu, recomendo a você que esteja passando por um sofrimento ou que conheça alguém que esteja em um momento difícil.

 O livro – que tem prefácio do pastor Augustus Nicodemus Lopes – traz, nas primeiras quatro páginas e na contracapa, pequenos depoimentos de pessoas que o leram antes da publicação. Acredito que você conheça alguns deles e é para eles que passo a palavra:
“Mensagens lúcidas e bíblicas como as que Maurício Zágari transmite por este livro chegam como um bálsamo. O leitor encontrará nas páginas de O fim do sofrimento consolo, orientação e direção para atravessar o vale da sombra da morte” (Augustus Nicodemus Lopes — Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia).
 O livro – que tem prefácio do pastor Augustus Nicodemus Lopes – traz, nas primeiras quatro páginas e na contracapa, pequenos depoimentos de pessoas que o leram antes da publicação. Acredito que você conheça alguns deles e é para eles que passo a palavra:
“Mensagens lúcidas e bíblicas como as que Maurício Zágari transmite por este livro chegam como um bálsamo. O leitor encontrará nas páginas de O fim do sofrimento consolo, orientação e direção para atravessar o vale da sombra da morte” (Augustus Nicodemus Lopes — Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia).
“A oportunidade de dizer algo sobre O Fim do Sofrimento me dá a sensação de peso sob a grande responsabilidade, visto que Maurício Zágari é um escritor admirável. Recomendo com carinho e consciência o livro que tem em mãos” (Antonieta Rosa — Teóloga, pastora, escritora e líder da Igreja ADVEC, RJ)
“A leitura desse livro será um bálsamo para o coração de todo aquele que sofre mas não sabe o porquê. O sofrimento e a dor são parte da nossa vida. Gostaríamos de evitá-los mas, quando menos esperamos, eles surgem como “intrusos” nas nossas histórias. Não é fácil lidar com esses tipos de “intrusos”. Por essa razão, Deus nos deixou a sua Palavra e também a sua igreja: irmãos e irmãs que nos auxiliam na caminhada. Maurício Zágari é um desses preciosos irmãos que, com doçura, nos fala sobre o fim desses intrusos.” (Ana Paula Valadão e Gustavo Bessa — Pastores da Igreja Batista da Lagoinha, BH)
“O fim do sofrimento não é quando ele acaba, mas quando enfim começamos a aprender com ele. Estou certa de que este livro transformará desertos vazios em lições de inestimável valor” (Bianca Toledo — Missionária, escritora e cantora).
“Em meio a um tempo tão triunfalista, poucos têm a coragem e ousadia de falar sobre o sofrimento de uma forma tão profunda, visceral e bíblica. Maurício Zágari passeia entre o confronto e o bálsamo e consegue com muita sabedoria acalentar o coração” (Felipe Heiderich — Pastor e escritor)
Além desses outros comentários estão no livro.

Sobre o autor

Acima de tudo, um pecador carente da graça de Deus que, embora seja um vaso de barro extremamente frágil, reconhece sua natureza falível mas procura transmitir o tesouro do Evangelho de Cristo para abençoar a Igreja do Senhor. Não por mérito próprio, mas pela Palavra infalível do Deus de misericórdia e compaixão, que não volta vazia, que transforma vidas e faz o filho que come as bolotas dos porcos retornar à casa do Pai.
Jornalista e escritor.
Editor da editora Mundo Cristão
Jornalista da revista Cristianismo Hoje
Membro da Igreja Cristã Nova Vida de Copacabana, RJ.
Formado em Teologia pelo IBRMEC e pelo IBADIG.
Vencedor do Prêmio Areté nas categorias “Autor Revelação” e “Melhor Livro de Ficção” por “O Enigma da Bíblia de Gutemberg” (migre.me/7jDrW)

 Autor dos livros:


5. É TEMPO DE ORAR

Tradutor de livros cristãos (19 até o momento).
Marido e pai.
Não sou pastor nem tenho cargo eclesiástico.

Facebook do Maurício Zágari.



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

É possível um cristão ficar deprimido?

Este texto me foi cedido pelo Maurício Zágari,membro da igreja Cristã  Nova Vida no RJ jornalista e escritor, editor da editora Mundo Cristão, autor de 7 livros, e dono do blog Apenas. Aqui você encontra o perfil completo dele.



Este fim de semana li uma afirmação curiosa. Dizia que  “simplesmente depressão não pode existir num coração preenchido pelo Espírito Santo”. A verdade é que essa é uma frase totalmente antibíblica, sobre um assunto sério que afeta tantas pessoas. Mas infelizmente esse é um pensamento que reflete a teologia atual de enorme parte da Igreja brasileira e que condena multidões de pessoas a um sentimento de culpa e a um cruel distanciamento de Deus. No mesmo contexto, o autor do texto usou termos consagrados pelas igrejas neopentecostais para adjetivar gente que está passando por momentos de aflição, como “derrotado” e “fracassado”, e emendou que o texto de “um homem que aceita essa condição e passa a viver depressivamente é a mais triste das coisas que eu li na vida”. Como essa visão reflete aquilo que é pregado em muitos púlpitos, quem lê coisas como essas acaba sendo levado a uma reflexão sobre como os cristãos enxergam a depressão: afinal, é possível um servo de Deus viver períodos de depressão? Isso faz dele um “derrotado” e “fracassado”? Como funciona isso? E como devemos tratar como cristãos quem está passando por essas fases de depressão?
Vemos nas Escrituras muitos e muitos homens de Deus, cheios do Espírito Santo, passarem por longos períodos de depressão. Elias pediu a morte quando fugiu da humanidade e só queria dormir e esquecer da realidade. Paulo passou uma semana sem apetite nem ânimo após se confrontar com a duríssima verdade de que o propósito de sua vida até aquele momento tinha sido vão. Pedro chorou amargamente e em dilacerante depressão após cruzar seu olhar com o de Jesus após o galo cantar. José do Egito com certeza não ficava soltando fogos na escravidão ou na prisão. Ana, de tão triste e deprimida, chorava  desbragadamente, a ponto de Eli a confundir com uma bêbada. Maria e Marta estavam tão deprimidas com a morte do irmão e a ausência do Senhor que o estado emocional delas chegou a comover Jesus e o levou às lágrimas de compaixão. Desnecessário dizer como a alma do homem reto, temente a Deus e que se desviava do mal Jó foi abatida até o limite. Davi, então, nem se fala, basta ler o salmo 51 para ver como o homem segundo o coração  de Deus entrou numa espiral de depressão após a crise de seu pecado e a morte do filho – aliás, os salmos contêm dezenas de cânticos escritos em agonia depressiva. Em resumo, a Bíblia nos mostra muitos homens e mulheres de devoção sincera a Deus que viveram períodos de acachapante depressão sem que isso os desqualificasse aos olhos do Senhor ou fizesse deles “derrotados” ou fracassados”.
O mesmo ocorreu com grande homens de Deus ao longo da História da Igreja. Charles Spurgeon viveu décadas em depressão profunda devido à sua saúde e a da esposa. Agostinho fala claramente sobre suas depressões e crises existenciais em “Confissões”. João da Cruz chega a escrever sobre o terrível estado de espírito que chamou de “a noite escura da alma”. O relato de vida sofridíssima de David Brainerd é uma inspiração para todos nós até os nossos dias. O que dizer então de John Bunyan em seus anos na prisão? Martinho Lutero em seu exílio voluntário para fugir da fúria papista produziu escritos magníficos, inclusive a tradução da Bíblia para o vernáculo. William Cowper, o deprimido poeta cristão sofredor, que exemplo! Todos gigantes da fé, que viveram enormes ondas de depressão. E… “simplesmente depressão não pode existir num coração preenchido pelo Espírito Santo”? Desculpem, mas isso simplesmente não é verdade.A civilização ocidental abomina a depressão. Muitos cristãos abominam a depressão. O que é previsível, pois vivemos numa sociedade hedonista, onde tristeza, melancolia e não estar com “alegria todo dia” é visto somente como um mal e não como um processo necessário de melhoria e avanço espirituais. Pois a Bíblia é claríssima quando mostra o poder terapêutico da depressão. Não a depressão patológica, mas aquele estado de alma em que somos cuidados, moldados, lapidados, aperfeiçoados e tratados por Deus. E entenda: a depressão patológica levou Judas a se enforcar, enquanto a depressão que é fruto da já citada “tristeza segundo Deus” leva Pedro a pregar e três mil almas se converterem. Ninguém gosta de ficar pra baixo, mas a questão é saber como usar isso em favor de seu crescimento espiritual. Deus sempre usou meus momentos de depressão, por exemplo, para mostrar sistematicamente quem se importa de fato comigo ou não, quem é amigo e quem não é, quem me ama e quem não ama. E sou grato ao Senhor por isso.
Muitos cristãos são tão implacáveis com a depressão dos irmãos que, se alguém está deprimido, suas palavras sobre vida com Deus param de alcançar os corações, porque os santos acham que os deprimidos desistiram aos poucos de coisas que são importantes e se entregaram ao sofrimento, como se tivesse sido uma opção – e fazem esse julgamento sem conhecer em toda sua extensão o furacão que os arremessou sem que quisessem e contra todas as suas vontades ao lugar de dor em que se encontram.  Além da depressão em si ainda têm de suportar acusações e julgamentos infundados. E isso dói mais do que a depressão. Mas é o que os cristãos tão cumpridores de bulas religiosas têm feito em vez de estender carinho e graça.
Às vezes é preciso que você passe um tempo na barriga do peixe, no monturo, no cenáculo, pastoreando ovelhas em Midiã, na sepultura, no deserto ou numa caverna sendo alimentado pelos corvos. Isso não é fugir, faz parte do processo de reestruturação e não é demérito algum. Muitos têm concepções próprias de felicidade que atribuem como sendo de Deus. Creem ser o padrão bíblico. Acreditam de fato em teologias as mais diversas ou mesmo que por cumprirem certas cartilhas legalistas estão cumprindo a vontade de Deus. Estou orando e jejuando, então estou fazendo a coisa certo. Deixe que creiam, descobri na prática que não adianta dizer a verdade. Chega uma hora em que você entrega cada um a sua própria sorte. A concepção de cada um é a concepção de cada um e só Deus pode nos ensinar.
Desista de querer mudar os outros, hoje eu sei que isso não funciona. Só quem muda é o Espírito Santo. E – surpreenda-se – muitas vezes Ele usará a depressão para isso. Pessoas que seguem manuais preconceituosos de vida cristã serão surpreendidos ao se verem vivendo depressões profundas, por não entenderem que a vida é dinâmica e não basta seguir os livrinhos de escola dominical, as apostilas dos cursos pré-nupciais ou os livros com “sete passos para a vitória” para tudo dar certo. E, quando a depressão vier para os outros, não cometa os erros que cometeram com você: não acuse, não pise, não diga que eles não têm o Espirito Santo no coração, não os julgue – pois você não sabe o que eles viveram e vivem. Simplesmente dê amor, é o que um cristão vivendo uma fase depressiva precisa até que ela acabe.
Ao final da depressão de Elias, o Espírito Santo, que nunca abandonou o coração daquele homem, envia um anjo, que o sacode e decreta o fim do período e o início de uma nova etapa: “Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo”. E esse é o mesmo Elias que foi amado e cuidado pela viúva de Sarepta e dos lábios dela ouviu: “Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade”.
Se você sabe quem você é, conhece seu Deus e está seguro do seu relacionamento com o Senhor mas está vivendo um processo terapêutico de depressão… não se deixe afetar pelos que te põem mais para baixo, que julgam pela superficialidade e o pragmatismo e, por não saberem de todos os detalhes e as circunstâncias da tua dor, enxergam apenas os lugares-comuns – e, por isso, pisam em cima e te afundam ainda mais. Aproxime-se dos que te dão amor, pois esses vão se preocupar em ir fundo na sua alma para compreender melhor sua situação antes de te soterrarem de clichês que não ajudam em absolutamente nada – e ferem. Continue na jornada com Deus. Chore o quanto for preciso. Esqueça as cartilhas pré-fabricadas de felicidade ou as frases feitas sobre o “padrão cristão”. Lembre-se da beleza do fato de que você é único e que a graça vai lidar com você de forma única. Deus te conhece pelo nome. Deus sabe onde dói a tua dor. Por isso, Ele é o único que te entende e pode te ajudar plenamente. E, ao final, levante-se e ande – com todo o aprendizado obtido na escola de Deus – pois teu caminho será sobremodo longo.
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício.